13º salário em 2025: primeira parcela paga até 28 de novembro sem descontos

13º salário em 2025: primeira parcela paga até 28 de novembro sem descontos

A primeira parcela do 13º salário em 2025 será paga até 28 de novembro, antecipada por causa do domingo, 30 de novembro. É um prazo que não é escolha — é obrigação. A Lei 4.090/1962 garante esse direito a cerca de 40 milhões de trabalhadores formais no Brasil, desde que tenham trabalhado pelo menos 15 dias no mês. E essa primeira metade vem sem nenhum desconto: nem INSS, nem Imposto de Renda. É dinheiro na mão, sem burocracia. A segunda parcela, com todos os descontos, só chega em 20 de dezembro. Mas atenção: se a empresa atrasar, ela paga multa. E não é pouca.

Por que 28 de novembro e não 30?

A regra é simples, mas muita gente esquece. Quando o dia 30 cai em fim de semana, o pagamento deve ocorrer no último dia útil anterior. Em 2025, 30 de novembro é domingo. Logo, a data limite vira sexta-feira, 28. Isso não é uma novidade — é prática consolidada desde os anos 90, por orientação do Ministério do Trabalho e Emprego. O objetivo? Evitar que o dinheiro fique parado nos bancos durante o fim de semana. Imagine um funcionário esperando o crédito para pagar o aluguel ou a conta de luz. Se o depósito só cair na segunda, ele fica na mão. A lei pensa nisso.

Quem tem direito — e quem não tem

O 13º salário é um direito da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mas nem todo mundo que trabalha recebe. Trabalhadores domésticos, rurais, temporários e até estagiários com vínculo formal têm direito — desde que tenham cumprido o mínimo de 15 dias no mês. Já quem foi demitido antes de dezembro recebe proporcionalmente. E se você começou em março? Aí o cálculo é simples: salário bruto dividido por 12, multiplicado pelo número de meses completos. Exemplo: R$ 3.000 de salário, 10 meses trabalhados? Primeira parcela: R$ 1.250 (metade de R$ 2.500). Nada de arredondamentos. Nada de descontos. Só o que a lei manda.

Quem não tem direito? Autônomos, profissionais liberais sem vínculo, e quem trabalhou menos de 15 dias em todos os meses do ano. Mas atenção: se você trabalhou 14 dias em um mês e 16 em outro, o de 14 dias não conta. O critério é rígido. Não é "quase". É "pelo menos 15".

Antecipação: pode, mas só se o funcionário pedir

Muitas empresas já pagam o 13º junto com as férias. Isso é permitido — mas só se o funcionário pedir por escrito até janeiro de 2025. Não é o empregador que decide. É o trabalhador. E mesmo assim, só pode ser feito entre fevereiro e novembro. O que não pode? O patrão antecipar sem autorização. Isso é uma armadilha. Ainda que pareça generosidade, pode gerar problemas na hora de calcular os descontos da segunda parcela. E pior: se o funcionário não tiver feito o pedido, ele pode reclamar depois, alegando que foi pressionado. A lei é clara: o pedido tem que ser voluntário e por escrito.

As multas que ninguém quer enfrentar

As multas que ninguém quer enfrentar

Descumprir o prazo não é só uma falha administrativa. É uma infração trabalhista. O Ministério do Trabalho e Emprego aplica multas de até R$ 2.3 mil por empregado atrasado. E isso não é só um número. Se 50 funcionários não receberem a primeira parcela até 28 de novembro, a empresa pode pagar R$ 115 mil em multas — só nessa etapa. Além disso, o trabalhador pode entrar com uma reclamação na Justiça do Trabalho. E aí, o valor da dívida pode dobrar, com juros e correção monetária. Muitas empresas pequenas já fecharam por causa de uma única reclamação desse tipo. O custo de não pagar é muito maior do que o de pagar.

Segunda parcela: quando e como

A segunda metade do 13º salário é paga até 20 de dezembro de 2025. É nessa parte que os descontos entram: INSS, Imposto de Renda e eventuais adiantamentos de férias ou empréstimos consignados. O valor líquido pode ser bem menor que a primeira parcela — mas é o que completa o salário extra. Para quem recebe R$ 3.000 bruto, a segunda parcela pode ficar em torno de R$ 1.100, dependendo da faixa de IR. O importante: não pode atrasar. A data é fixa, sem margem. E se a empresa não pagar? O funcionário pode procurar o sindicato, o Ministério do Trabalho ou ir direto à Justiça.

Por que isso importa para todos nós

Por que isso importa para todos nós

O 13º salário não é só um benefício. É um pilar da economia popular. Em dezembro, milhões de brasileiros usam esse dinheiro para pagar dívidas, comprar presentes, viajar ou simplesmente sobreviver até o próximo salário. Quando o pagamento atrasa, o efeito em cascata é real: lojas vendem menos, bancos têm menos movimento, microempreendedores perdem faturamento. A economia local sofre. Por isso, o cumprimento da lei não é só uma questão de direitos — é uma questão de estabilidade social.

O que acontece se o dinheiro não cair?

Se você não recebeu a primeira parcela até 28 de novembro, não entre em pânico. Mas não espere. Primeiro, entre em contato com o RH ou o setor financeiro da empresa. Muitas vezes, o atraso é técnico: erro no cadastro, falha no sistema de folha, ou até um problema com o banco. Em 80% dos casos, resolve-se em 48 horas. Se não resolver, peça por escrito a data de pagamento. Guarde o comprovante. Se passar de 30 de novembro, vá ao sindicato da sua categoria ou ao Ministério do Trabalho e Emprego. Lá, você pode protocolar uma reclamação. O processo é gratuito e rápido. E não precisa de advogado.

Frequently Asked Questions

O 13º salário é obrigatório para todos os trabalhadores?

Sim, para todos os empregados com carteira assinada, incluindo domésticos e rurais, desde que tenham trabalhado pelo menos 15 dias em algum mês do ano. Autônomos, prestadores de serviço sem vínculo e quem trabalhou menos de 15 dias em todos os meses não têm direito. O cálculo é proporcional aos meses completos.

Posso exigir o pagamento do 13º em uma única parcela?

A lei não prevê pagamento único, mas permite que o empregador pague tudo até 30 de novembro. Em 2025, isso vira 28 de novembro. Se a empresa quiser pagar tudo de uma vez, pode — mas só se o funcionário concordar. Se não houver acordo, a divisão em duas parcelas é obrigatória. A segunda parcela, com descontos, só pode ser paga até 20 de dezembro.

O que acontece se a empresa não pagar e eu não fizer nada?

A dívida não some. Ela continua acumulando juros e correção monetária. Mesmo que você não reclame agora, ao pedir demissão ou ser demitido, o valor do 13º atrasado será incluído na rescisão. Mas se você quiser receber antes, a reclamação na Justiça do Trabalho é mais rápida e eficaz. O prazo para reclamar é de dois anos após o vencimento.

Trabalhadores temporários têm direito ao 13º salário?

Sim. Mesmo quem tem contrato por tempo determinado, como estagiários com vínculo formal ou profissionais contratados por projeto, têm direito ao 13º proporcional. Basta ter trabalhado pelo menos 15 dias em algum mês. O cálculo é o mesmo: salário bruto dividido por 12, multiplicado pelo número de meses qualificados. É um direito, não um presente.

A antecipação do 13º junto às férias é vantajosa?

Pode ser, se você precisar do dinheiro antes. Mas atenção: ao receber a primeira parcela junto às férias, você perde o benefício de ter esse dinheiro disponível em novembro, quando os gastos de fim de ano começam. Além disso, o valor da segunda parcela será menor, pois já foi antecipado. Só faça se tiver certeza de que não precisará do dinheiro em dezembro.

Empresas de pequeno porte têm prazo diferente?

Não. A lei é igual para todos: microempresas, MEIs, grandes corporações — todos devem respeitar os mesmos prazos. O Ministério do Trabalho e Emprego fiscaliza igualmente. A diferença é que pequenas empresas têm menos recursos para corrigir erros, o que as deixa mais vulneráveis a multas. Por isso, é ainda mais importante que elas planejem com antecedência.

Alisson Podgurski
Alisson Podgurski

Sou jornalista especializada em notícias e gosto de escrever sobre os acontecimentos diários do Brasil. Trabalho em uma importante redação e me dedico a trazer informações precisas e relevantes para o público. Minha paixão é informar e ajudar as pessoas a entenderem o que acontece ao seu redor.

19 Comentários

  1. Luana da Silva Luana da Silva diz:

    13º sem desconto? É o único momento do ano que o governo deixa você respirar.
    De verdade, isso salva vida.

  2. Luiz Felipe Alves Luiz Felipe Alves diz:

    Se a empresa atrasar, ela tá literalmente roubando o pão de quem vive de salário.
    Essa multa de R$2.3k por funcionário? É uma piada se você pensar que o salário médio é R$2.8k.
    Quem não paga, não merece ter funcionário. Só merece ser denunciado no MTE e virar caso de TV.
    Tem gente que acha que ‘empresa pequena’ é desculpa pra desrespeitar a CLT - mas a lei não tem classe social.
    Se você tem CNPJ, tem obrigação. Ponto.
    Esse dinheiro não é ‘generosidade’. É direito. E direito não se negocia.
    Quem reclama que ‘não tem grana’ pra pagar 13º? Então não contrata ninguém. Não inventa negócio que depende de trabalho alheio.
    Tem empresário que vive de explorar a boa-fé do empregado. E aí, quando dá errado, chora na mídia.
    Eu já vi empresa fechar por causa de uma única reclamação de 13º atrasado.
    Se você é patrão e não sabe disso, tá na hora de abrir um livro de direito trabalhista, não só o Excel da folha.
    Esse 13º é o que mantém o comércio de bairro vivo em dezembro.
    Se o funcionário não recebe, o padeiro não vende, o mecânico não conserta, o feirante não compra mercadoria.
    É um efeito dominó de dignidade.
    Quem diz que ‘a economia é difícil’ e ainda atrasa 13º? É o mesmo que dizer ‘não tenho dinheiro pra pagar meu filho, mas posso comprar um carro novo’.
    É hipocrisia com cara de realismo.
    É isso que o Brasil precisa: menos filosofia, mais cumprimento de lei.

  3. Stephane Paula Sousa Stephane Paula Sousa diz:

    o 13º é como o sol de inverno parece que aquece mas na verdade só te lembra que o frio ta chegando
    é um ilusão de segurança
    porque no fim tudo vira dívida de novo
    mas pelo menos temos isso
    é algo
    mesmo que seja só um pedaço de esperança com números

  4. Edilaine Diniz Edilaine Diniz diz:

    Essa explicação foi ótima, mano. Eu tava com dúvida se estagiário tinha direito e agora ficou claro.
    Meu irmão tá trabalhando como estagiário e eu já mandei ele guardar esse post pra mostrar pro RH se precisar.
    É bom saber que tem gente que se importa em explicar direitinho.
    Parabéns pelo texto, realmente ajudou.

  5. Thiago Silva Thiago Silva diz:

    Todo ano é a mesma ladainha. ‘Ah, o 13º é direito’. E daí? Quem paga? O consumidor. O cliente. O povo. A empresa não tem grana, então ela sobe preço. O preço sobe, a inflação sobe, o governo põe a culpa no Lula. E o trabalhador? Continua na merda.
    Isso aqui é uma farsa. O 13º é uma armadilha para manter a ilusão de que o sistema funciona.
    Se fosse justo, todo mundo receberia igual. Mas não. Tem gente que ganha R$3000 e recebe R$1250. Outra que ganha R$300 e recebe R$125. E aí? A diferença é que um tá com o dinheiro na mão e o outro tá com fome.
    Isso não é justiça. É manipulação.
    Se você acha que isso é direito, você é parte do problema.

  6. Gabriel Matelo Gabriel Matelo diz:

    O 13º salário é um dos pilares mais humanos da CLT. Ele não é um presente da empresa, nem um bônus de fim de ano. É reconhecimento da natureza cíclica do trabalho humano.
    Na Europa, há sistemas de pagamento anual que distribuem o salário em 14 ou 15 parcelas - o mesmo princípio, apenas mais formalizado.
    No Brasil, a legislação surgiu em 1962, num momento de forte industrialização, quando o Estado precisava garantir que o trabalhador não fosse completamente esmagado pelo ritmo da produção.
    Hoje, com a informalidade crescente, o 13º torna-se ainda mais crucial: é uma âncora de estabilidade para milhões que vivem na linha da pobreza.
    Quem tenta minimizar esse direito não entende a economia real. Só entende contas de balanço.
    É uma falácia dizer que ‘empresa pequena não aguenta’. Se ela não aguenta pagar 13º, então não deveria ter contratado ninguém.
    Trabalho digno não é caridade. É obrigação.

  7. Pedro Vinicius Pedro Vinicius diz:

    28 de novembro é a data porque 30 é domingo e não tem banco aberto
    mas e se o banco fechar no sábado também
    porque não paga na quinta
    porque ninguém pensa nisso
    porque a lei é feita por quem nunca teve que esperar o crédito pra pagar o aluguel
    porque a lei é feita por quem nunca viu a conta de luz ser cortada
    porque a lei é feita por quem nunca precisou de 13º pra comprar remédio
    porque a lei é feita por quem nunca teve que escolher entre pagar o cartão ou o mercado
    então a data tá certa
    mas o sistema tá errado

  8. Mailin Evangelista Mailin Evangelista diz:

    Todo ano a mesma peça de teatro.
    ‘Ah, o 13º é direito’. E aí? O que acontece quando você não recebe?
    Quem vai te ajudar? O sindicato? O MTE? Eles não têm ninguém pra atender.
    Todo ano tem 40 milhões de trabalhadores com direito. Mas só 5% conseguem receber no prazo.
    Isso é uma farsa organizada.
    As empresas sabem que a maioria não vai reclamar.
    E aí, quando reclama, a empresa diz que ‘é erro técnico’. E o funcionário perde 3 meses pra conseguir o que é seu por lei.
    Isso não é direito. É um jogo de poder.
    Se você acha que isso é justo, você não entende como o sistema realmente funciona.

  9. Raissa Souza Raissa Souza diz:

    É curioso como a sociedade brasileira celebra o 13º como um ‘benefício’, quando na verdade é um mínimo constitucional. Ainda assim, é um indicador de quão baixo é o padrão de dignidade que nos foi concedido.
    Um trabalhador que ganha R$3.000 por mês e recebe R$1.250 de 13º sem desconto - e depois R$1.100 com descontos - não está sendo ‘recompensado’. Ele está sendo compensado por uma jornada de exploração que dura 12 meses.
    Isso não é generosidade. É reparação mínima.
    E mesmo assim, muitos empresários tratam isso como um favor.
    É o reflexo de uma cultura que valoriza o lucro acima da vida.

  10. Ligia Maxi Ligia Maxi diz:

    Eu trabalho em uma microempresa e o meu chefe sempre paga o 13º no dia 27, mas ele faz uma festinha no escritório, põe bolo, dá um abraço e diz ‘vocês merecem’. E eu acho que isso é mais importante do que a data em si.
    Tem gente que só vê a lei como um monte de regras, mas quando você tem um chefe que te trata com respeito, mesmo que a empresa seja pequena, o 13º vira algo mais que dinheiro.
    É reconhecimento. É carinho. É o tipo de coisa que a lei não pode obrigar, mas que faz toda a diferença.
    Eu já trabalhei em lugar que pagava no prazo, mas o RH era um monstro. Aí o dinheiro não tinha valor.
    Aqui, mesmo que o salário seja baixo, eu sinto que valho algo.
    Então, sim, a lei é importante, mas o respeito é o que realmente salva.

  11. Aron Avila Aron Avila diz:

    Se o 13º é obrigatório, por que a maioria das empresas atrasa?
    Porque o sistema é feito pra você se calar.
    Se você reclama, te demitem.
    Se você não reclama, eles ficam ricos.
    Isso não é justiça. É escravidão com carteira assinada.
    Eu já vi funcionário ser demitido por pedir o 13º no prazo.
    Quem acha que a lei protege o trabalhador? É mentira.
    Lei é papel. Poder é real.
    E o poder tá do lado de quem tem dinheiro.

  12. Elaine Gordon Elaine Gordon diz:

    Um ponto crucial que muitos esquecem: a antecipação do 13º junto às férias só é válida se o funcionário solicitar por escrito antes de janeiro de 2025. Muitos empregadores exploram a ignorância do trabalhador e usam essa flexibilidade como pressão. É importante saber que o pedido deve ser voluntário - e se houver qualquer sinal de coerção, o funcionário tem direito a anular o acordo e exigir o pagamento nos prazos legais. Documente tudo. Mantenha cópias. Não confie em acordos verbais. O direito não se perde por silêncio - mas pode ser ignorado se você não se defender.

  13. Andrea Silva Andrea Silva diz:

    Essa explicação foi um alívio. Eu trabalho como doméstica e nunca tinha certeza se tinha direito ao 13º.
    Minha patroa sempre dizia que ‘não era obrigatório’. Mas agora eu sei que sim.
    Eu vou levar esse texto pra ela e pedir o meu direito.
    Se ela recusar, eu vou ao sindicato.
    Obrigada por deixar tudo tão claro.
    Isso muda a vida de muita gente.

  14. Gabriela Oliveira Gabriela Oliveira diz:

    Todo ano a mesma história. O governo fala em direitos, mas o sistema é uma armadilha. O 13º? É só um controle social. Uma dose de alívio para manter a população calma enquanto os impostos sobem, os salários estagnam e os preços explodem. Você recebe R$1250 e acha que é um milagre. Mas o que você não vê? Que o seu aluguel subiu 20%, o transporte 15%, o pão 30%. O 13º não te deixa rico. Só te deixa com menos fome por um mês. E aí, quando acaba, você volta à realidade: trabalhando por menos, vivendo por menos, esperando o próximo truque. Isso não é direito. É sedação coletiva.

  15. ivete ribeiro ivete ribeiro diz:

    13º sem desconto? Que luxo. Como se isso fizesse alguma diferença quando o salário tá congelado desde 2019.
    Meu chefe diz que ‘a empresa está passando por dificuldades’. Mas ele comprou um BMW em julho.
    Então, não. Não é falta de grana. É falta de ética.
    Se eu fosse patrão, pagaria o 13º antes da data. Não por lei. Por humanidade.
    Porque se o funcionário não tem, o negócio não tem. É assim que funciona.
    Se você não entende isso, não merece ter ninguém trabalhando pra você.

  16. Vanessa Aryitey Vanessa Aryitey diz:

    Essa lei de 1962 é uma piada. O que ela fez por mim? Nada. O que ela fez por você? Nada. O que ela faz é manter a ilusão de que o sistema é justo. Mas o sistema é uma máquina que engole vidas. O 13º é só um grão de areia na engrenagem. E mesmo assim, a gente se apegar a ele como se fosse um salvador. Isso é depressão disfarçada de esperança. Não é direito. É dependência. E dependência é escravidão com outro nome.

  17. Talita Gabriela Picone Talita Gabriela Picone diz:

    Se você tá lendo isso e ainda não recebeu o 13º, você não está sozinho.
    É difícil, mas não é impossível. Peça por escrito. Vá ao sindicato. Eles te ajudam. Não precisa de advogado.
    Eu já passei por isso. Fiquei com medo. Mas quando falei, o RH corrigiu em 48h.
    Você merece. Não por caridade. Por direito.
    E se alguém te disser que ‘não vale a pena reclamar’? Esquece. Eles só têm medo de que você descubra que pode lutar.
    Você tem valor. O dinheiro é só o reflexo disso.
    Respire. Vai dar certo.

  18. Ana Carolina Campos Teixeira Ana Carolina Campos Teixeira diz:

    É interessante como a sociedade brasileira, em sua ingenuidade institucionalizada, eleva o 13º salário à categoria de virtude moral, quando, em essência, trata-se de uma obrigação legal mínima, cuja violação é punível por norma de ordem pública. A exaltação desse direito como um ‘presente’ revela uma profunda distorção na percepção das relações de trabalho, onde o capitalismo paternalista é disfarçado de benevolência. O trabalhador não deve agradecer por receber o que lhe é devido. Ele deve exigir. E quando não o faz, colabora com a perpetuação da hierarquia de poder que o oprime. A legislação não é generosa. É compulsória. E a sua aplicação, quando eficaz, é um ato de justiça, não de caridade.

  19. Gabriel Matelo Gabriel Matelo diz:

    Quem disse que o 13º é só dinheiro? É também um ato de reconhecimento. Quando o empregador cumpre a data, ele está dizendo: ‘eu vejo você’. E isso, em um país onde o trabalhador é invisibilizado, é poderoso. Não é só a quantia. É o respeito implícito. Por isso, empresas que pagam no prazo, mesmo que pequenas, têm maior retenção, maior produtividade, maior orgulho. O dinheiro é efêmero. O respeito, não. E isso, sim, constrói economias duradouras.

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