Quando Rubén Agüero, antigo zagueiro do Estudiantes de La Plata, pisou as arquibancadas de La Plata nesta quinta‑feira (25/09/2025), o clima era de nostalgia e, de quebra, de torcedor do rival que ele costumava marcar.
Um confronto que entrou para a história
Era 1988. Na então extinta Supercopa da Libertadores, o Flamengo chegou ao Brasil como campeão da Libertadores de 1981, comandado por Carlinhos. O duelo contra o Estudiantes foi marcado pelo trio ofensivo brasileiro – Zinho, Bebeto e Renato Gaúcho – e pela missão de Agúero: fechar o ataque.
O primeiro jogo, disputado no Estádio José Amalfitani (casa do Vélez Sarsfield), terminou 1 a 1. Bebeto abriu o placar aos seis minutos do primeiro tempo; poucos minutos depois, Gissi (Estudiantes) empatou. A partida ficou famosa pelo duelo artista‑defensor: Agúero lembrava que “tinha que estar sempre um passo à frente do B‑bola”, como ele dizia na época.
A volta, no Maracanã, acabou com vitória do Flamengo por 2 a 1, selando a eliminação do time argentino. Aquela vitória fez o Flamengo avançar e acabou consolidando a imagem do trio ofensivo como uma das mais temidas da década.
Rubén Agúero: da defesa ao coro da torcida
Hoje, com 62 anos, Agúero não veste mais a camisa do Estudiantes, mas ainda carrega a lembrança viva daquele embate. “Ainda lembro o cheiro da grama, o barulho da torcida, e a sensação de estar marcado contra um dos maiores atacantes do Brasil”, contou em entrevista ao Globo Esporte. O que surpreende é que, desta vez, ele vai apoiar o adversário.
O ex‑zagueiro desembarca no Estádio Ciudad de La Plata (antigo Estádio José Amalfitani, reformado) por volta das 20h, pronto para assistir ao segundo jogo da Copa Libertadores que decide a vaga nas quartas de final.
Preparação do Flamengo para o duelo de 2025
Com a vantagem de 2 a 1 conquistada no Maracanã, o clube carioca só precisa segurar o empate. A equipe treinou na quarta‑feira à tarde no recém‑inaugurado centro de treinamento da Defensa y Justicia, localizado no bairro Zeballos, em Buenos Aires.
O investimento no centro – batizado de “Campeões do Mundo” – foi financiado com a venda de Lisandro Martínez (Ajax → Manchester United) e de Enzo Fernández, reforçando a filosofia do clube de transformar talentos em ativos globais.
Nas primeiras horas de treino, o técnico Vítor Pereira avaliou a condição de Filipe Luís, que ainda sentia uma leve edema na coxa esquerda. Já Jorginho foi liberado para voltar ao time, enquanto Juninho voltou à lista de convocados, substituindo Michael, que ainda se recupera de uma entorse no tornozelo.
- Data da partida: 25/09/2025, 21h30 (horário de Brasília).
- Local: Estádio Ciudad de La Plata, La Plata, Argentina.
- Resultado da primeira partida: Flamengo 2 x 1 Estudiantes (Maracanã).
- Desfalques do Flamengo: Michael (entorse no tornozelo).
- Desfalques do Estudiantes: Pulgar (em fase final de recuperação).
O que está em jogo: drama e tradição
Para o Flamengo, avançar garante não apenas a presença nas quartas‑de‑final, mas também mantém viva a tradição de ser a primeira equipe sul‑americana a chegar às fases finais duas vezes seguidas. Já para o Estudiantes, a partida representa a chance de reverter a memória dolorosa de 1988 – e provar que o clube ainda tem fibra para enfrentar gigantes.
Especialistas apontam que o fator psicológico pode ser decisivo. “A presença de Agúero nas arquibancadas cria um clima de filme”, disse José Luis Calderón, ex‑jogador do Estudiantes e comentarista esportivo. “Ele conhece a pressão, mas agora está do lado oposto; isso pode motivar ainda mais o time argentino”.
Impacto cultural: o futebol como memória coletiva
O encontro de 2025 vem carregado de simbolismo. O Brasil e a Argentina vivem um momento de retomada de rivalidades históricas, e o duelo de Agúero e Bebeto ainda ressoa nas redes sociais. Vídeos antigos da partida de 1988 ganharam nova circulação, com fãs comparando táticas e destacando a evolução dos estádios.
Além disso, a história destaca como os caminhos dos jogadores se cruzam ao longo de décadas. Enquanto Agúero celebra como torcedor, nomes como Guido Rodríguez e Nahuel Molina – que passaram pela Defensa y Justicia antes de brilhar nas seleções – reforçam a ideia de que o futebol sul‑americano funciona como uma grande família.
Perguntas Frequentes
Como a presença de Rubén Agúero influencia a torcida do Flamengo?
A participação de Agúero como torcedor cria um clima de nostalgia que emociona tanto flamenguistas quanto argentinos. Ele simboliza a passagem de rivalidade para camaradagem, o que costuma elevar a energia nas arquibancadas e pode favorecer o desempenho da equipe.
Quais são os desfalques mais críticos para o Flamengo nesta partida?
O atacante Michael ainda sente dor no tornozelo esquerdo e permanece em tratamento no Brasil. Além dele, a inclusão de Juninho de volta ao elenco foi apenas recente, o que pode exigir ajustes táticos.
Por que a Supercopa da Libertadores de 1988 ainda é lembrada?
Foi a primeira competição que reuniu campeões de diferentes décadas, e o duelo entre Flamengo e Estudiantes destacou o poder ofensivo brasileiro contra a disciplina defensiva argentina, criando um clássico que ficou marcado nos arquivos da CONMEBOL.
O que dizem os especialistas sobre as chances de avançar do Flamengo?
Analistas apontam que, com a vantagem de 2 a 1, o Flamengo tem >70% de probabilidade de passar, contanto que consiga manter a posse de bola e neutralizar o contra‑ataque do Estudiantes, que costuma ser perigoso nos minutos finais.
Qual a relevância do centro de treinamento da Defensa y Justicia para a partida?
O complexo, financiado com as vendas de Lisandro Martínez e Enzo Fernández, oferece instalações de alto nível que permitem ao Flamengo adaptar estratégias, testar formações e recuperar jogadores lesionados antes do duelo decisivo.
Ver Agúero na arquibancada torcendo pro Flamengo traz aquele frio na barriga que só os fãs de futebol entendem.
É incrível como o Flamengo já tem um caminho sólido até aqui, principalmente depois da vantagem de 2 a 1. O centro de treinamento da Defensa y Justicia parece ter rendido frutos, já que a equipe parece bem recuperada. A volta de Jorginho ao time dá mais opções no meio‑campo, e o Filipe Luís, apesar da leve edema, ainda faz diferença defensiva. Se o time conseguir controlar a posse e neutralizar o contra‑ataque argentino, a classificação está praticamente garantida.
Esses ex‑jogadores que agora viram torcedores parecem viver no passado, mas a verdade é que eles não podem mudar o presente :)
Concordo, a preparação foi top; o Vítor Pereira fez ajustes precisos no esquema, e isso pode ser decisivo na partida.
É meio estranho ver figuras antigas adotando um lado sem lembrar das rivalidades que fizeram a história do futebol.
mas a real lição é que o respeito entre torcidas enriquece o esporte, né? todo mundo tem seu lado.
Quando pensamos na memória coletiva do futebol, percebemos que cada partida vai além dos 90 minutos. A presença de Agúero agora como torcedor simboliza a transição de rivalidade para camaradagem, mostrando que o esporte pode curar velhas feridas. Essa mudança de perspectiva também reflete na forma como os clubes modernos tratam seus ex‑jogadores, valorizando o legado e não apenas o desempenho. Além disso, ao revisitar o duelo de 1988, vemos como táticas evoluíram, mas a paixão permanece a mesma. A nova geração de fãs, que consome tudo nas redes, tem a oportunidade de aprender com essas narrativas. Em última análise, o futebol funciona como uma grande família que se reúne em torno de histórias compartilhadas.
É isso aí, a cultura do futebol nos une.
O Flamengo tem boas chances se mantiver a disciplina e aproveitar os lances de bola parada.
Alguns dizem que a presença de Agúero na arquibancada é apenas um gesto simbólico, mas eu vejo algo muito mais profundo. Existe uma rede oculta de influências que controla até os detalhes dos treinamentos nas academias sul‑americanas. Os fundos que vieram da venda de Martínez e Fernández não foram destinados somente ao centro de treinamento; parte foi redirecionada para empresas de mídia que manipulam a narrativa dos jogos. Essas empresas têm acordos com transmissoras que garantem que certos ângulos de câmera sejam sempre mostrados, favorecendo um time ou o outro. Quando o árbitro marca um pênalti, não é só acaso: há um algoritmo que analisa a torcida e ajusta decisões em tempo real. A própria estrutura do Estádio Ciudad de La Plata foi reconstruída com tecnologia de reconhecimento facial que visa monitorar os torcedores mais críticos. Isso permite que a segurança identifique e silencie quem questiona a legitimidade das decisões da CONMEBOL. Além disso, as estatísticas que aparecem nos comentários pós‑jogo são produzidas por bots que alimentam a opinião pública com dados selecionados. Esses bots são programados para destacar as falhas do Flamengo e minimizar as chances do Estudiantes, criando um viés que contamina o debate. Por isso, quando você vê um torcedor como Agúero vibrando, pode ser parte de um experimento sociológico patrocinado por interesses financeiros. Os patrocinadores ocultam suas identidades usando laranjas corporativas e off‑shores, dificultando rastrear quem realmente lucra. A presença de ex‑jogadores nas arquibancadas serve como ‘cobertura’ para esses testes de influência nas massas. Enquanto a mídia glorifica a ‘nostalgia’, deixa de mencionar os contratos secretos que ligam clubes a conglomerados de tecnologia. Os torcedores que percebem essas armadilhas são muitas vezes rotulados como conspiracionistas, mas a evidência está aí, basta observar os padrões. Se o Flamengo avançar, será por mérito, mas também será uma confirmação de que o sistema funciona a seu favor. Portanto, fique atento, pois o que parece ser só um jogo pode ser o palco de uma batalha de interesses muito maior 🌐🤖.
Interessante ponto de vista, mas ainda acho que o jogo será decidido no campo :)