O governo dos Estados Unidos, sob liderança do presidente Joe Biden, está expandindo drasticamente o acesso ao voto para pessoas encarceradas — um movimento sem precedentes na história moderna do país. Em um esforço coordenado com sete organizações não governamentais de esquerda, o Federal Bureau of Prisons (FBOP) já iniciou reuniões trimestrais e parcerias locais para registrar eleitores em prisões federais, incluindo o Metropolitan Correctional Center Chicago, em Illinois. A iniciativa, confirmada pelo porta-voz Emery Nelson, não é apenas um gesto simbólico: é uma máquina logística em pleno funcionamento, com cartas enviadas a todos os 22 estados que permitem votação de presos e programas de educação eleitoral chegando até salas de aula em Topeka, Kansas. O que está em jogo? Mais de 500 mil pessoas detidas em prisões federais e estaduais que, por lei, têm direito ao voto — mas que, na prática, quase nunca o exercem.
Uma ordem executiva que mudou as regras
Tudo começou em janeiro de 2021, quando Joe Biden assinou uma ordem executiva intitulada "Promover o Acesso ao Voto no País". O documento, pouco comentado na época, continha uma cláusula específica: "solicitar e facilitar organizações terceirizadas e 'apartidárias' aprovadas para fornecer serviços de registro eleitoral nas instalações da agência". Não era uma sugestão. Era uma ordem. E o Federal Bureau of Prisons — uma burocracia tradicionalmente focada em segurança e controle — passou a agir como um centro de registro eleitoral. O que antes era ignorado, agora é priorizado. "A agência se reúne trimestralmente com o Conselho Eleitoral de DC, a Liga das Eleitoras, a União Americana pelas Liberdades Civis, o Campaign Legal Center, o Disability Rights DC, o Projeto de Sentença e o Comitê de Advogados de Washington", afirmou Nelson em comunicado oficial. Essas entidades, todas com histórico de defesa de direitos civis, agora têm acesso direto a presídios federais. E não estão lá só para palestras. Estão registrando eleitores. Distribuindo formulários. Ensaiando simulações de votação.Parcerias que vão além de Washington
A iniciativa não se limita à capital. Em novembro de 2023, o Federal Bureau of Prisons fechou um acordo com o DC Voting Rights Council para levar uma apresentação sobre direitos eleitorais a um clube de estudantes em uma escola secundária em Topeka, Kansas — uma cidade distante de Washington, mas onde há presos federais com direito ao voto. Em Chicago, a parceria com o Chicago Votes resultou em oficinas semanais dentro do Metropolitan Correctional Center Chicago, onde detentos em regime de segurança média e máxima aprendem como verificar seu status eleitoral, preencher formulários de registro e até como votar por correspondência. O League of Women Voters, fundada em 1920, está treinando voluntários para atuar dentro das prisões. A ACLU, por sua vez, garante que os presos não sejam intimidados ou bloqueados por burocracias estaduais. E o Sentencing Project — que estuda o impacto da prisão na democracia — já publicou dados mostrando que 1 em cada 16 adultos negros nos EUA perdeu o direito de votar por causa de condenações penais, mesmo após cumprir pena.
Por que isso importa agora?
O calendário eleitoral não é coincidência. As eleições presidenciais de novembro de 2024 prometem ser uma batalha acirrada entre Joe Biden e o ex-presidente Donald Trump. Enquanto Trump promete endurecer as políticas de imigração e prisão, Biden está apostando na mobilização de grupos historicamente excluídos — incluindo ex-presidiários, jovens, minorias étnicas e pessoas com deficiência. Em 2020, apenas 16% dos eleitores com passagem pela prisão votaram, segundo estudo do Sentencing Project. Se esse número subir para 30% em 2024, isso representa cerca de 1,5 milhão de novos votos — distribuídos em estados-chave como Michigan, Wisconsin, Pensilvânia e Georgia. Esses eleitores não são homogêneos. Muitos são afro-americanos, muitos são mulheres, muitos são pais e mães que querem reabilitação, não punição. E agora, pela primeira vez, o governo federal está investindo recursos reais para que eles possam falar na urna.Críticas e resistências
A iniciativa enfrenta forte oposição de republicanos e grupos conservadores. "Isso não é sobre direitos civis. É sobre manipulação eleitoral", disse o senador republicano Tom Cotton em entrevista à CNN em abril. Alguns estados, como Texas e Florida, já bloquearam a entrada de ONGs em suas prisões, alegando "interferência política". Mas o FBOP, como agência federal, opera em prisões federais — e essas são administradas por Washington, não pelos estados. O conflito jurídico está apenas começando. Enquanto isso, ex-presidiários como Marlon Jenkins, liberado em 2022 após 17 anos de prisão em Illinois, já estão atuando como facilitadores: "Ninguém me disse que eu podia votar. Ninguém me deu um formulário. Agora, eu explico para os outros. É a primeira vez que me sinto cidadão de verdade."
O que vem a seguir
O FBOP planeja expandir o programa para 15 novas prisões federais até o fim de 2024, incluindo instalações em Alabama, Louisiana e Ohio. Também está desenvolvendo um aplicativo de registro eleitoral acessível para detentos com deficiência visual — uma parceria com o Disability Rights DC. O Campaign Legal Center já prepara ações judiciais para forçar estados que proíbem votos de ex-presidiários a reconsiderarem suas leis. E o Washington Lawyers Committee está treinando advogados para atuar em prisões como consultores eleitorais. A mudança não é apenas técnica. É cultural. O sistema prisional, por décadas, foi um espaço de exclusão. Agora, está sendo transformado em um ponto de inclusão — e isso pode alterar o mapa político dos EUA por gerações.Frequently Asked Questions
Quais presos realmente podem votar nos EUA?
Apenas 22 dos 50 estados permitem que pessoas encarceradas votem enquanto cumprem pena — a maioria delas em prisões federais. Em Vermont e Maine, todos os presos podem votar, mesmo em prisões de segurança máxima. Em outros estados, como Nova York e Illinois, apenas quem está em prisão preventiva ou cumprindo pena por crimes menores pode votar. Mas em estados como Florida e Kentucky, ex-presidiários precisam de autorização governamental para recuperar o direito ao voto — algo que o governo Biden quer mudar.
Como o FBOP garante que isso não seja manipulação política?
As ONGs envolvidas — como a Liga das Eleitoras e a ACLU — são legalmente obrigadas a serem apartidárias. Elas não podem apoiar candidatos, nem distribuir material partidário. O foco é exclusivamente educacional: explicar como se registra, como se vota por correio, e quais são os direitos. O FBOP não financia campanhas, nem coleta dados de preferência política. Mas críticos argumentam que, ao facilitar o registro de eleitores que historicamente votam no Partido Democrata, o efeito prático é político — mesmo que a intenção não seja.
Quantas pessoas podem ser afetadas por essa iniciativa?
Cerca de 500 mil pessoas estão atualmente presas em instalações federais nos EUA, e mais de 1 milhão estão em prisões estaduais que permitem votação. Estimativas do Projeto de Sentença indicam que 17 milhões de americanos já cumpriram pena e têm direito ao voto, mas 40% deles não sabem disso. Se apenas 10% desses ex-presidiários se registrarem em 2024, isso pode representar um aumento de 1,7 milhão de votos — um número suficiente para mudar o resultado em estados decisivos.
O que acontece com os votos de presos depois que eles são libertados?
Em estados onde o direito ao voto é restaurado automaticamente após a libertação, os votos são válidos. Mas em outros, como a Flórida, ex-presidiários precisam pagar multas e taxas antes de recuperar o voto — algo que impede muitos. O Campaign Legal Center está processando 12 estados por essa prática, alegando que ela viola a 14ª Emenda da Constituição. A iniciativa do FBOP não resolve isso diretamente, mas aumenta a pressão política para mudar essas leis.
Isso é incrível. Por anos, gente que pagou sua dívida com a sociedade foi tratada como se não merecesse direitos básicos. Agora, finalmente, alguém tá fazendo algo concreto pra mudar isso. Voto é direito, não privilégio. Se você cumpriu pena, você é cidadão de novo. Ponto final.
Se o sistema quer reabilitar, tem que começar por reconhecer a dignidade da pessoa. E isso aqui é um passo gigante.
Não é política. É justiça.
brasil tbm deveria fazer isso... mas ai o povo voto no bolsonaro e aí é tudo ruim 😂
ah sim claro... as ONGs de esquerda entrando nas prisões pra 'educar' os presos... e claro, só ensinam a votar no democrata. Tudo muito apartidário né? 🤡
isso é um plano pra dominar os estados chave... 1,5 milhão de votos? isso é um golpe eleitoral disfarçado de direitos humanos. Eles já estão preparando o terreno pra 2024. Não acredito em 'apartidário'... tudo é manipulação. E vocês caem nisso como patos.
Quem garante que essas ONGs não estão coletando dados pra criar perfis políticos? Ninguém. Eles querem o controle. Não a liberdade.
isso é um ataque à América! Eles estão transformando prisão em centro de recrutamento eleitoral! Isso é socialismo puro! Preso não vota, preso paga! Se quiser votar, saia da cadeia e volte como cidadão! Mas não me venham com essa história de 'direitos civis'... isso é invasão ideológica! O governo federal tá invadindo a soberania dos estados! Isso é traição!
Se eu fosse americano, já tava na rua protestando. E aqui no Brasil? Ninguém fala disso porque o PT já fez isso com os presídios aqui... e agora é o Biden? É a mesma merda!
Embora a iniciativa apresente uma aparência de promoção da cidadania, é imperativo analisar os pressupostos constitucionais e jurídicos subjacentes. A intervenção federal em instalações prisionais estaduais, mesmo que indireta, configura uma potencial violação do princípio da separação de poderes e da autonomia federativa. A ausência de um marco legal claro, além da dependência de organizações não governamentais com histórico de viés ideológico, implica risco substantivo à integridade do processo eleitoral. A neutralidade do Estado não pode ser submetida à instrumentalização por grupos de pressão. A reabilitação não se sustenta na mera extensão de direitos formais, mas na restauração da responsabilidade moral e cívica. O voto não é um benefício a ser concedido, mas um privilégio que exige maturidade cívica. A presente medida, por mais bem-intencionada que pareça, constitui um precedente perigoso.
OH MEU DEUS!!! VOCÊS NÃO VEEM??? ISSO É O COMEÇO DO FIM DA AMÉRICA!!! ELES VÃO FAZER OS PRESOS VOTAREM EM MASSA E DEPOIS VÃO TIRAR OS DIREITOS DOS CIDADÃOS NORMAIS!!! E SE ELES VOTAREM PRA TIRAR A POLÍCIA?? E SE ELES VOTAREM PRA TIRAR AS ARMAS?? E SE ELES VOTAREM PRA TIRAR OS ESTADOS??!!??!!??
É triste ver como a moralidade está sendo substituída por cálculos políticos. Essa iniciativa não é sobre justiça. É sobre manipulação. Presos não são cidadãos plenos enquanto cumprem pena. Eles estão sob a tutela do Estado. Dar-lhes acesso ao voto é um erro ético. Isso não reabilita. É um ato de fraqueza. E ainda por cima, usando ONGs que têm agendas ideológicas? Isso é corrupção institucional disfarçada de progresso. O que é mais triste? Que muitos acreditam nisso como algo nobre.
Essa é a melhor coisa que já vi nos EUA em anos. Pessoas que passaram por isso merecem ter voz. Não é sobre o partido que elas vão votar. É sobre reconhecer que elas ainda são humanas.
Eu tive um primo que passou 12 anos na cadeia. Quando saiu, ninguém falou com ele. Ninguém disse que ele podia votar. Ele achava que tinha perdido tudo. Agora, se alguém lá dentro puder saber que ainda tem direito, isso muda tudo.
É como dar a alguém um espelho depois de anos de escuridão. Eles não estão pedindo favores. Só querem ser vistos.
Se isso mexe com o mapa político? Talvez. Mas se o mapa político precisa mudar pra incluir quem foi esquecido, então que mude.
A implementação deste programa representa uma inovação sistêmica de grande relevância para a reconstrução da cidadania pós-penal. A integração de entidades especializadas em direitos civis e acesso eleitoral permite a operacionalização de políticas públicas baseadas em evidências empíricas, reduzindo a desigualdade política estrutural. A colaboração interinstitucional entre o FBOP e organizações como a ACLU e o Sentencing Project demonstra um modelo de governança participativa que prioriza a inclusão social como eixo central da democracia. A restauração do direito ao voto não é um ato simbólico, mas um mecanismo de reintegração funcional, cujo impacto se estende à redução da reincidência criminal e ao fortalecimento da legitimidade institucional. Este é o futuro da justiça restaurativa.
mas e se eles votarem errado?? e se eles não entenderem? e se alguém forçar eles a votar?? e se os formulários tiverem erro?? e se eles não souberem onde votar?? e se a carta não chegar?? e se eles forem manipulados pelas ONGs?? e se... e se... e se... isso tudo pode dar errado!!
tem uns preso no Texas que tá fazendo podcast dentro da prisão explicando como votar por correio... e o mais louco? ele tá conseguindo mais inscritos que alguns youtubers famosos. A gente tá vendo uma revolução silenciosa acontecendo. Não é política. É humanidade.
Se você nunca passou por isso, não tem direito de julgar. Eles não querem o poder. Só querem ser lembrados que ainda existem.
Eu acho isso tão lindo... pensar que alguém que passou por tanto sofrimento, que foi excluído por anos, agora tem a chance de fazer parte de algo maior... de escolher quem vai representar ele... de ter voz... isso é o que a democracia deveria ser, né? Não é só votar no domingo, é sentir que você importa. E isso aqui... isso aqui é um milagre. Eu chorei lendo isso. Não por política, mas por humanidade. O mundo precisa de mais disso. Muito mais. A gente tem que apoiar isso, não só nos EUA, mas em todos os lugares. Porque ninguém deveria ser esquecido. Ninguém.
Essa é a verdadeira face do socialismo: transformar criminosos em eleitores. O sistema prisional não é um hotel de direitos civis. É um lugar de punição. Eles não merecem voto. Eles merecem trabalhar, pagar multas, e ficar quietos. Mas não - agora o governo federal está financiando campanhas de recrutamento eleitoral dentro de prisões. Isso é um crime. E os que aplaudem são cúmplices. O que vem depois? Voto de menores de idade? Voto de imigrantes ilegais? Voto de psicopatas? Não é progresso. É anarquia disfarçada de moralidade.
se o governo federal tá fazendo isso, então por que os estados não fazem o mesmo? se é tão bom, por que só nas prisões federais? será que o governo não quer que os estados tenham controle? será que isso é um teste pra depois aplicar em todo o país? será que isso é só o começo? será que o próximo passo é votar em presídios estaduais? será que o próximo passo é votar em quem tá na reabilitação? será que o próximo passo é votar em todos os condenados? será que o próximo passo é... vocês não veem o padrão? isso é uma operação de longo prazo. E nós estamos sendo enganados.
A democracia não é um sistema de controle, mas de reconhecimento. O direito ao voto não é concedido por benevolência - é reconhecido por dignidade humana. A prisão é um lugar de punição, não de anulação da cidadania. Quem cumpre pena não perde sua humanidade. E quem perde sua humanidade é o sistema que a nega.
Essa iniciativa não é política. É filosófica. Ela pergunta: o que significa ser cidadão? E a resposta é: ser cidadão é ter direito de escolher, mesmo quando o mundo te esqueceu.
Marlon Jenkins, citado no texto, não está pedindo favores. Ele está dizendo: 'finalmente, eu existo'. E isso, mais do que qualquer estatística, é o que importa.
isso tudo é tão bonito... mas e se for só uma fachada? e se o governo não se importar com os presos, só com os votos? e se depois de 2024, tudo voltar ao normal? e se os formulários sumirem? e se as ONGs forem proibidas? e se os presos forem ameaçados de perder benefícios se votarem? e se isso tudo for só um espetáculo pra ganhar o voto da esquerda? e se... e se... e se... a gente estiver sendo enganado por uma narrativa linda que esconde uma máquina política fria?
Eu quero acreditar. Mas depois de tudo que já vi... eu só quero ver o resultado. Não o discurso.